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IBRAMEC |
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Instituto Brasileiro de Medicina Chinesa e Terapias |
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ANGELICA SINENSIS (Tang Kuei, Dang Gui)
CARACTERÍSTICAS: Morno; adocicado, picante. AÇÃO: Enriquece o sangue e promove a sua circulação umedece os intestinos, regula o útero e a menstruação. MERIDIANOS ENVOLVIDOS: Coração, Fígado e Baço Pâncreas INDICAÇÃO: Deficiência de sangue.
CONSTITUINTES QUÍMICOS: Óleos essenciais (ligustilídeo, n-butilidenftalídeo, n-butilftalideo, n-valerofenona-o-ácido carbônico, ácido sedanônico, safrol, isosarfrol, p-cimeno, carvacrol). Ácidos graxos (ácido palmítico, ácido linólico, ácido esteárico, ácido araquidônico). Cumarinas (bergapteno, escopoletina, umbeliferona). Falcarinol (falcarindiol, flacarinolonona, n-dodecanol, β-sitosterol, β-sitosterol glicosídeo, glicose, frutose, sacarina, ácido vanílico, ácido nicotínico, nicotinamida, ácido pantotênico, ácido fólico, ácido folínico, vitamina B12, biotina.
EFEITOS FARMACOLÓGICOS: - Efeito regulador do útero: experimentos indicam que seus compostos solúveis em água não voláteis estimulam o músculo uterino. Já o seu óleo volátil inibe o músculo uterino, produzindo ação relaxante. - Efeito sobre o metabolismo e a secreção: camundongos alimentados com 5% de ração de angélica sinensis possui uma taxa metabólica mais alta, e mostra um aumento no consumo de oxigênio pelo fígado. O extrato de angélica protege o fígado e previne uma diminuição de açúcar no sangue em camundongos com hepatite aguda induzida por tetracloreto de carbono. Em experimento com camundongos, a erva age contra a deficiência de vitamina"E", a qual pode estar relacionada ao seu efeito estabilizador de feto. - Possui efeito sedativo. - Efeito diurético. - Efeito antibacteriano: in-vitro inibe Bacillus dysenteriae, E. coli, Streptococcus haemolyticus.
CORRESPONDÊNCIAS: Distúrbios de Dor (Dor abdominal, Reumatismo), Distúrbios Gerais (Anemia, Fraqueza), Distúrbios Menstruais (Amenorréia, Hemorragia Uterina Funcional, Menorragia).
DOSAGEM: de 9 à 12g/dia.
A China é datada de uma história milenar, há mais de 2.800 anos antes da era Cristã os chineses através do Rei Shen Nung (um Rei que se dedicou a lavoura e ervas) escreveu o Sheng Nung Pen Tsao Ching que é considerado um dos escritos mais antigos que remontam a história da farmacologia no mundo, esse escrito foi compilado no século III a.C.
Os grandes Mestres chineses há mais de 4.000 anos descobriram plantas que ao ingeri-las produziram efeitos energéticos (tonificando o Yin, Yang, a energia vital, sangue, fluidos corpóreos, etc.), plantas que produziram calor no corpo, frio, etc. grande parte destas plantas (ervas) foram catalogadas surgindo assim o primeiro compêndio de ervas medicinais do planeta.
Atualmente, existem mais de 5.000 ervas catalogadas em diversos compêndios, com o desenvolvimento da química foi-se obtendo maiores informações técnicas sobre as ervas chinesas, sua toxicidade, ação farmacológica, etc. Com a farmacognosia os estudos científicos das ervas chinesas comprovam suas ações terapêuticas.
Em 1999 a Organização Mundial da Saúde - OMS (World Health Organization – WHO) reconheceu oficialmente várias ervas chinesas, as quais foram publicadas no WHO selected medicinal plants, volume 1, World Health Organization, Geneva, 1999.
No Brasil a fitoterapia chinesa chegou há poucas décadas, mas desde então, vem crescendo espantosamente, os usuários desta milenar técnica relatam uma melhora na qualidade de vida (aumentando a disposição, serenidade, alívio para seus males).
Em São Paulo encontramos diversos cursos em fitoterapia chinesa para os acupunturistas, para se praticar a fitoterapia chinesa é necessário conhecer todo o princípio teórico da Medicina Chinesa (Yin/Yang, 5 elementos, fisiologia energética, etiopatogenia chinesa, pulsologia chinesa, síndromes energéticas, etc.), ao diagnosticar-se energeticamente o paciente, seleciona-se as ervas chinesas ou o fármaco chinês (composto de ervas) para o seu reequilíbrio.
A Medicina Chinesa classifica o paciente de forma individual, como um todo, e as técnicas terapêuticas tratam o doente e não a doença, assim a fitoterapia chinesa não proporciona efeitos colaterais.
A maioria dos fitoterápicos chineses estão na forma farmacêutica de extrato seco concentrado, onde são encapsulados respeitando aos padrões sanitários e a legislação brasileira. Recentemente a industria farmacêutica vem desenvolvendo muitos estudos na produção industrial de fitofármacos, pois está despertando na sociedade brasileira um grande interesse por esta técnica terapêutica milenar.
FRUCTUS CRATAEGI (Shan Zha)
CARACTERÍSTICAS: Levemente morno; azedo, adocicado Se divide em 2 tipos: Crataegus cuneata e Crataegus pinnatifida
AÇÃO: Tonifica o Estômago, promove a digestão; ativa circulação de sangue, limpa a Umidade do sangue (hipercolesterolemia) e melhora o fluxo arterial coronariano, possui efeitos cardiotônico e antihipertensivo. MERIDIANOS ENVOLVIDOS: Baço, Estômago e Fígado. INDICAÇÃO: Deficiência de Estômago, Estagnação de Alimentos, Congestão de sangue.
CONSTITUINTES QUÍMICOS: Comuns entre Crataegus cuneata e Crataegus pinnatifida: Amigdalina, quercetina, ácido clorogênico, ácido ursólico, ácido crataegálico. No Crataegus cuneata: frutoses, ácido ascórbico, proteínas e gorduras. No Crataegus pinnatifida: ácido tartarico e ácido cítrico.
EFEITOS FARMACOLÓGICOS: - Efeito digestivo: o ácido crataegálico aumenta a secreção gástrica de enzimas digestivas. - Efeito atibacteriano: in vitro, a decocção é fortemente inibitória para Shigella dysenteriae. - Efeito vasodilatador e hipotensivo. - Contribui para abaixar o nível de colesterol.
CORRESPONDÊNCIAS: Distúrbios Digestivos (Diarréia, Má Digestão), Distúrbios Gerais (Hiperlipidemias, Hipertensão), Distúrbios Ginecológicos (Dor Abdominal Pós-Parto, Massas no Baixo Ventre).
DOSAGEM: de 6 a 12g/dia.
FÓRMULAS MAGISTRAIS CHINESAS
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